sábado, 3 de abril de 2010




Uma chuva gostosa cai lá fora, quebrando o silêncio daqui de dentro.
Eu me debato, me desespero, corro atrás delas, mas elas fogem de mim. Numa fuga risonha, sádica. Escapam-me quando quase consigo tocá-las. Eu desisto. Sento-me e choro, como Alice sem conseguir passar pela porta. Vejo todos os papéis ao meu redor, riscados, apagados, vazios.
A chuva parou e o silêncio se estabelece mais uma vez. Elas saem de seu esconderijo, lentamente, ainda com um sorriso no rosto. Sorrateiras. Recolhem-me do chão. Não luto, não resisto. Ela fazem de mim o que eu deveria fazer delas: me tomam, moldam, usam. Penetram em minha pele e fazem de mim um mero instrumento. Sob seu domínio, me libertam e após servir meu propósito posso descansar em seus braços e saber que elas não pertecem a mim e sim, eu, a elas.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Feliz aniversário!

Parabéns para mim

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida!

Bem, hoje é meu aniversário e não sei nem o que escrever aqui. rs

Melhor, então, calar.

Obrigada a todos por tudo.

Aranel o Mith

(ou simplesmente, Isabelle)

PS: vale dizer o quanto as estrelas estão bonitas nesta noite de lua cheia, sem nuvens.
Um alerta hoje cedo me foi feito, sobre os lobisomens.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tédio



Não sei onde colocaram minhas cerejas,
o dvd, quebrado,passa os filmes em preto e branco
sou obrigada a ler um livro ruim...
O telefone não toca,
a música não passa,
você não aparece aqui.
Minha única companhia é o tédio. Um veneno que corre, livre e infinito em minhas veias.
Alguém para me tirar daqui?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Acordei com aquela falta enorme, construída ao longo de dois anos, porém sentida apenas agora. E enquanto o desejo de te ver não é aliviado nessas palavras, lembro de cada gesto seu com relação a mim, de cada palavra e de como eles pareciam verdadeiros, diferente dos outros que já experimentei.
Não me recordo bem de como nos aproximamos. Você lembra? Bem, lembro da primeira vez que nos vimos, mas não de como e porque nos falamos. Entretanto, lembro da última e de como você parecia entusiasmado com as coisas que te mostrava.
Penso se você ainda se sentiria constrangido com algumas coisas que te dizia, mas que mesmo assim te faziam sorrir, ou se hoje retrucaria com algo que me deixaria sem graça.
E é perdida em tantas especulações que às 9:00 am de um feriado fico pensando no que estaria fazendo, se pensaria em mim pelo menos 1/3 da frequência que penso em você (provavelmente, não) e sabendo que mesmo que leia o que aqui escrevo, sua mente boba e aérea -que tanto adoro- muito dificilmente perceberá que estas palavras são dedicadas a você.

Saudades,

Isabelle

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Observação dos corpos celeste no País das Maravilhas


Eram as primeiras horas da noite quando, em dúvida do que comer no jantar, decidi sair para comprar acarajé.

Chegando perto do carrinho, pedi duas para viagem e olhei para o céu: lá estava ele, aquele sorriso penduradonas estrelas. Ou pelo menos foi o meu primeiro pensamento ao ver a lua crescente formando um sorriso no céu.
Ri comigo mesma e voltei para casa.

Jantei, estudei física e após algumas questões, resolvi esticar as pernas. Como algumas cerejas e fui até a janela. Fiquei surpresa ao perceber que a lua ainda estava lá, agora formando um ângulo perfeito com a linha do horizonte, prestes a se pôr. Novamente, lembrei do gato e fiquei a observar por alguns minutos aquele sorriso que me sorria cheio de malícia e entendimento, como quem compartilha um segredo, um pensamento.
E nesse momento, debruçada sobre a janela, me encontro como Alice, numa encruzilhada, sem saber qual caminho seguir - se o que me leva ao telefone ou o que termina nos meus livros - tendo este sorriso sinistro, mas não menos cativante, como minha última visão.





domingo, 13 de setembro de 2009

Pe. Antônio Vieira X chuva

Não havia mais como estudar, não com tanto cansaço. As palavras simplesmente não eram mais absorvidas. Eu olhei o relógio do celular : 20:33. "Talvez eu deva parar por hoje". Mas logo a culpa veio alfinetar: "Enquanto você para, seus concorrentes seguem em frente, sem se deixar abater pelo sono". Logo, a consciência lançou-me um olhar súplice, pedindo-me que voltasse aos livros. E foi o que fiz. Língua Portuguesa 3- Literatura Colonial, p. 33.

E foi em meio ao saco cheio e com os pensamentos vagando até a minha cama que ouvi aquele meu som favorito. "Será?" Afastei as persianas e vi, e senti aquele cheiro de terra molhada. Levantei-as , abri mais a janela, estiquei os braços o máximo que pude e senti a chuva na ponta dos meus dedos, depois sobre meu rosto. Há quanto tempo não aproveitava chuva assim... E percebi que não queria estar tomando banho de chuva, que não queria estar acompanhada por um chocolate quente, nem tampouco estar em minha cama ouvindo as gotas caírem. "Se ao menos esse momento durasse mais e eu pudesse ficar aqui, à beira da janela". Puxei uma cadeira para perto da janela e sentei colocando meus pés pra fora, balançando-os calmamente com as gostas d´água.

Minutos depois decidi pegar o livro de volta. E em meio a Pe. Vieira e meus pés molhados, a culpa sumiu, a consciência se espreguiçou, aliviada, e o cansaço acolheu a vida e obra do autor barroco como a um conto-se-fadas antes de dormir.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Lista de compras: alimentos indispensáveis
Nutella
Negresco
Snow flakes
Tubetts
palitos de chocolate
Hershey´s Special Dark
Hershey´s crocante
Toddynho
biscoitos de amendoin*
paçoca*
Iogurte de pêssego
flocos de arroz
Pippo´s
Cerejas em calda